Comprar frescos, preparar refeições para a família, organizar o frigorífico ou levar comida para a praia são gestos que pedem alguns cuidados extra quando as temperaturas sobem. ☀️

O calor pode acelerar a deterioração dos alimentos, sobretudo dos mais sensíveis, como carnes, peixe, lacticínios, ovos, refeições cozinhadas e sobremesas frescas. Por isso, conservar bem os alimentos no verão é uma forma de proteger a saúde, evitar desperdício e garantir que cada refeição chega à sua mesa com qualidade.

Segundo a ASAE, os alimentos frescos e refrigerados devem ser conservados no frigorífico entre 0 ºC e 5 ºC, evitando a chamada zona de perigo, onde os microrganismos se podem desenvolver com mais facilidade.

Por isso, nos dias de verão, a atenção começa logo no momento da compra. Deixar os frescos muito tempo no carro, fazer várias paragens antes de regressar a casa ou transportar produtos sensíveis sem saco térmico pode comprometer a conservação.

Uma boa regra é deixar os produtos refrigerados e congelados para o fim da compra. Assim, passam menos tempo fora do frio. Carnes, peixe, iogurtes, queijos, fiambre, natas, manteigas, sobremesas refrigeradas e congelados devem ser colocados no carrinho apenas no final.

Depois da compra, o ideal é regressar a casa rapidamente e guardar estes produtos no frigorífico ou congelador assim que possível. Em dias muito quentes, um saco térmico pode ser uma ajuda simples, sobretudo quando há produtos congelados ou quando o caminho até casa é mais demorado.

Carnes e peixe devem ser tratados com especial atenção. Ao chegar a casa, devem ser guardados no frigorífico se forem consumidos em breve, ou no congelador se ficarem para outro dia. É importante respeitar sempre a data indicada na embalagem e evitar deixar estes alimentos à temperatura ambiente.

Os lacticínios também pedem cuidado. Iogurtes, leite fresco, queijos, natas e sobremesas lácteas devem ser mantidos refrigerados e bem fechados depois de abertos. Se forem servidos à mesa num almoço de verão, não devem ficar demasiado tempo fora do frio.

A ASAE refere ainda que alimentos perecíveis como carne, peixe, lacticínios, ovos, pratos prontos ou sobras devem ser descartados se estiverem acima de 4 ºC durante mais de duas horas, sobretudo em contextos de falha de frio ou exposição prolongada.

Um frigorífico bem organizado ajuda a conservar melhor os alimentos e também facilita a rotina. Os produtos com prazo de validade mais curto devem ficar mais visíveis, para serem consumidos primeiro. As sobras devem ser guardadas em recipientes fechados e limpos.

É igualmente importante separar alimentos crus de alimentos cozinhados. Outro cuidado importante é não encher demasiado o frigorífico. Quando há pouca circulação de ar frio, a conservação pode ser menos eficaz. Nos dias de calor, vale a pena verificar se a porta fica bem fechada e evitar abri-la muitas vezes sem necessidade.

Levar comida para a praia, para o jardim ou para um piquenique é uma das rotinas mais saborosas do verão. Ainda assim, há alimentos que precisam de mais cuidado quando são transportados. Sandes com fiambre, queijo, atum ou ovo, saladas com maionese, iogurtes, fruta cortada, sobremesas frescas e refeições cozinhadas devem ser transportadas em lancheiras ou malas térmicas, idealmente com acumuladores de frio.

Também é importante manter a comida à sombra, evitar deixar a lancheira dentro do carro ao sol e abrir a mala térmica apenas quando necessário. 

Recordamos que uma refeição bem guardada pode transformar-se no almoço do dia seguinte. Fruta madura pode ser usada em saladas de fruta, batidos ou sobremesas frescas. Sobras de legumes podem entrar numa omelete, numa salada fria ou numa massa rápida. Use a sua criatividade para evitar o desperdício alimentar! 😀